ORQUIDEAS COMO HOBBY

As orquideas fascinam pela sua beleza, formato e cores.

Algumas exalam perfumes peculiares.

Outras são tão pequenas e as vezes não são valorizadas.

Existem, também, aquelas que chamam atenção pelo seu porte e algumas cujas flores duram até 60 dias.

Mas, o tempo médio de duração de uma flor está entre 2 a 4 semanas.

Tudo isso e alguma coisa mais, é que torna o seu cultivo uma "cachaça"; pelo menos é o que diz a maioria dos orquidófilos, e eu me incluo entre Eles

Luizlelo 10 03 2005

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dicas para cuidar melhor das suas orquideas




A sua orquídea pode manter-se vistosa e saudável com poucos produtos químicos, como revela a diretora de relações públicas da Aosp, Elza Kawagoe.
É só lançar mão de alguns ingredientes caseiros, como a canela em pó e o sabão de coco, e ficar atento aos sinais que a planta dá.
Abaixo, alguns ensinamentos:

1. Prefira os vasos de barro aos de plástico. Apesar de serem mais caros, os primeiros têm mais porosidade e drenam melhor a água. Se optar pelos plásticos, fique de olho nas regas para não encharcar demais a planta.

2. Se a base da orquídea estiver a menos de um dedo da boca do vaso, é preciso trocá-la de moradia. Procure deixá-la dois dedos de altura abaixo da boca do vaso.

3. Para acomodá-la no novo vaso, repare de qual lado surgem os novos brotos – esta é a frente da orquídea. A parte posterior deve ser encostada em um dos lados do vaso para firmar o desenvolvimento do exemplar.

4. Para a troca de vaso, acrescente chips de fibra de coco ou musgo à planta. Este último precisa ser lavado com água para tirar o excesso de areia.

5. Antes de cortar a orquídea, esterilize a tesoura (com um maçarico portátil ou no fogão). Deixe esfriar para depois usá-la. Importante: repita a operação antes de mexer com outra orquídea para evitar a transmissão de doenças.

6. Quando descartar uma folha, passe canela em pó no local do corte. O ingrediente é um cicatrizante natural.

7. Manchas na folhagem podem ser amenizadas com fumo de corda. Ferva o fumo em água por uma hora até que vire uma solução concentrada, que deve ser diluída em água. Borrife sobre as folhas repetidas vezes, até que dê resultado.

8. Cochonilhas e pulgões podem ser eliminados das folhas com sabão de coco. Use uma escova para esfregar as folhas.

9. Repare na coloração da folhagem. Se estiver escura, mude a orquídea de local. Quanto mais contato com a luz, mais ela irá florir.

10. Instale plaquinhas plásticas de identificação em suas orquídeas. Além do nome da espécie, anote o período de sua última floração. A próxima florada pode ser estimulada com NPK 10 30 20, que tem mais concentração de fósforo.

fonte: Casa e Jardim

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Floração
















De um modo geral, cada espécie tem sua época de floração que é uma vez por ano.

Convém marcar a época de floração de cada espécie, pois, se não florescer nessa época, é porque há algo errado com a planta.
Por ex., em janeiro, temos a floração da C. granulosa, C. bicolor, C. guttata.
Em abril, temos a C. violácea, C.luteola, L. perrinü, C. bowringiana.
Em novembro temos C.warneri, L. purpurata, C.gaskeliana.

Existem orquídeas, como certas Vandas, que, bem tratadas chegam a florir duas a três vezes por ano.
O mesmo ocorre com híbridos cujos pais têm épocas diferentes de floração

terça-feira, 4 de maio de 2010

Orquidário























A GRATIFICANTE ARTE DE CULTIVAR ORQUÍDEAS



O cuidado e cultivo de orquídeas é fácil e lhe trará grandes alegrias, basta ter algum conhecimento dos princípios de cultivo e muita criatividade.



Para crescer e obter resultados surpreendentes, as plantas necessitam dos seguintes fatores ambientais:



LUZ: Para verificar a correta quantidade de luz, basta observar a cor das folhas de uma orquídea.
Se elas apresentarem uma cor verde-alface, significa que o equilíbrio de luz está perfeito. Se o verde torna-se mais escuro, há insuficiência de luz.
Se a cor das folhas obtiverem um tom verde-amarelado, há sinais de excesso de luz.
Os raios solares não devem atingir a sua planta por muito tempo; o ideal é o sol da manhã.
Estas condições também são válidas para moradores em apartamentos, onde varandas ou áreas de serviço podem ser utilizados.



VENTILAÇÃO: As plantas devem sempre estar em local bem ventilado e arejado, à presença de uma brisa suave e constante.
Os ventos fortes ( encanados ) devem ser evitados.



ÁGUA: As orquídeas adaptam-se mais à falta do que ao excesso de água.
É importante que ela seja molhada somente quando estiver totalmente seca.
Ao regar, faça-o até a água escorrer pelo fundo do vaso, mas nunca deixe os pratos ( se, eventualmente, utilizar ) acumularem água, para que as raízes não fiquem em contato com esta água.
A melhor água para sua planta é a água da chuva, desde que sem excesso.
Ao molhar com mangueira, deixe o jato suave para não deslocar a planta.
Devemos lembrar que o substrato ( xaxim, toquinho de madeira, fibras, casca de árvores, etc. ) e as próprias folhas absorvem sempre alguma umidade do ar, assim sendo, as orquídeas dificilmente irão morrer de sede.



CALOR: A maioria das orquídeas prosperam bem com a umidade relativa do ar entre 50% a 80%, em temperaturas entre 10 C e 40ºC.
No inverno, evitar ventos frios e úmidos e no verão deve-se compensar o calor com regas mais frequentes.
A temperatura ideal encontrada é ao redor de 25ºC .



ADUBAÇÃO: Nitrogênio, Fósforo e Potássio ( N.P.K., respectivamente ) são nutrientes básicos ao desenvolvimento de qualquer planta.
As formulações são representadas em números e assim distribuídas: 30-10-10 ou 20-8-8 para as plantinhas novas; 18-18-18 para o crescimento em geral; e 19-6-20 para os quatro a seis meses que antecedem a floração.
O ideal é 1 colher de chá rasa para 3 litros de água.
Use o adubo molhando ou pulverizando a planta e o xaxim, inclusive, por debaixo das folhas, onde a absorção dos líquidos é maior.
A aplicação deve ser feita a cada duas semanas durante o período de crescimento ( primavera-verão ), suspendendo-se as aplicações durante o período de repouso ( inverno ).
O excesso de adubo, como o de água, é prejudicial às plantas.
Não é tão difícil assim cultivar uma orquídea.



Pelo contrário, é muito mais fácil do que se imagina.


A natureza se encarrega de fazer quase tudo, ficando para o homem apenas alguns cuidados que podem melhorar a qualidade da planta, tais como :

controlar a intensidade dos raios solares, adubar, regas controladas, controle de fungos e pragas, troca de substratos a cada 2 anos e finalmente, apreciar as flores, objetivo principal de todo orquidófilo









COMO PREVENIR PRAGAS E DOENÇAS



Em geral, as medidas preventivas são sempre mais baratas do que as curativas. Assim, as primeiras providências são:

Manter telados e estufas completamente limpos, tanto em relação ao meio ambiente, quanto às plantas;

Evite ter nesses locais outras plantas ornamentais de pequeno ou médio porte, árvores ou arbustos. Eles são hospedeiros e futuros vetores para a transmissão de doenças e pragas;

Também é aconselhável a limpeza em volta dos telados. Orifícios, desníveis no solo, acúmulo de lixo, buracos na parede, pilhas de vasos velhos, xaxim usado, todas essas coisas servem de abrigo para insetos e como depósitos de esporos de fungos;

Para limpar pode-se usar: rastelos, que retiram o resto da matéria orgânica em geral, e as vassouras, que completa o trabalho (que deverá ser semanal ou, na medida do bom-senso, toda vez que for necessário);

As bancadas devem ser limpas com escovas, água e sabão, fazendo-se inicialmente uma lavagem geral. A seguir, pinte-as (usando um pincel comum), com pasta fungicida de sua preferência.

Se quiser, anote esta receita: 1 quilo de fungicida, 1 quilo de cal virgem queimado, meio quilo de inseticida em pó molhável a 50% para 10 litros de água.
Outro bem produto é o hipoclorito de cálcio, numa solução aquosa a 10%. Outros produtos à base de cloro, encontrados facilmente no mercado, podem ser utilizados para a desinfecção das bancadas;

Tomados esses cuidados iniciais com relação à prevenção contra fungos e insetos.
Devemos dar atenção às plantas, pulverize-as, menos no inverno, num intervalo de 60 a 90 dias com inseticidas e fungicidas. Muito cuidado com esses produtos.
PRAGAS

“Percevejo das orquídeas”
Thentecoris bicolor Scott

Considerado o “inimigo n° 1” das orquídeas, tal o estrago que causa às plantas. Além da anemia causada pela sucção da seiva, suas picadas podem transmitir vírus.
Ele ataca principalmente folhas mais novas das Cattleyas, Epidendruns, Laelias e Sophronitis, quando aparecem pequenas manchas arredondadas, de cor amarela, que contrasta com a cor verde das partes não tingidas.


Eles andam em bandos, atacando à noite. Durante o dia, podemos notá-los quando, a qualquer movimento, fogem para a parte inferior das plantas.

COMBATE: com um bom inseticida podemos erradicá-los com sucesso.


PULGÕES

Insetos ápteros e alados.

Os pulgões são pequenos insetos alados, que têm extraordinária capacidade de reprodução e sugam a seiva das plantas.


Podem ser de colorido verde, amarelo, pardo ou negro.
Sua infestação pode proporcionar danos e deformações nos brotos e folhas.
Geralmente são levados para as plantas pelas formigas.

COMBATE: Inseticidas líquidos ou em pó combate-os com eficácia.


Cochonilhas

Colônia de pequenos insetos de cor branca ou parda

Entre as cochonilhas são assinaladas dezenas de espécie – todas sugadoras que causam enormes estragos às plantas.

COMBATE: Pequenos ataques podem ser erradicados com a larva da planta, principalmente na parte atacada, com água corrente e
sabão neutro, usando-se uma escova dental macia.
Quando o ataque for maior, devemos usar inseticida misturado a óleo miscível.
Borrifar a planta com uma mistura de água com óleo mineral, sempre no final do dia, pois o sol muito quente pode causar queimaduras nas folhas.
Recomenda-se que as plantas tenham uma boa distancia, uma das outras (no mínimo meio vaso) para que haja um bom arejamento, o que dificulta o aparecimento de cochonilhas e outras pragas.



“Vespinha Negra”
Eurytoma orchidearum (West.)

Ataca os brotos e pseudobulbos novos, provocando deformações nas bases e morte das partes atacadas.
Esses brotos apresentam deformações (inchaços), no interior dos quais evoluem as larvas da Vespinha Negra.

COMBATE: Inseticida sistêmico que penetra na seiva da planta. Podemos também combatê-las colocando uma bacia com água e óleo no meio das plantas atacadas e ascendendo uma lâmpada sobre essa bacia. Durante a noite as vespinhas voam e caem dentro da água.


Lesmas e Caracóis

Nossas orquídeas e plantas são atacadas por esses moluscos, principalmente nos botões florais e na ponta das raízes, causando-lhes enormes prejuízos.

COMBATE: Usar mata-lesmas sempre em ambiente secos. Usando-se iscas noturnas de fatias de mandioca ou chuchu, folhas de alface, farelinho misturado com arseniato.
DOENÇAS

Fungos
Diversos gêneros, sendo o mais freqüente o Gloesporium.

As doenças de fungos apresentam certas características comuns. Inicialmente, forma-se manchas circulares compostas por vários anéis avermelhados. A seguir, aparecem manchas acastanhadas com pequenos corpúsculos pretos contendo esporos de disseminação.

COMBATE: Com um bom fungicida e, nos casos mais graves, com fungicida sistêmico.


“Hemileia”
Ferrugem

Causa grandes estragos nas folhas dos Oncidiuns e das Miltônias. Produz manchas oleosas e amareladas cobertas por um verdadeiro feltro amarelo, lembrando a ferrugem.

COMBATE: Aplicar um bom fungicida ou calda bordaleza.


“Podridão Negra”

Ataca principalmente plantas dos gêneros Cattleya, Laelia e seus híbridos. Aparece no inverno e em épocas úmidas.
Seu ataque começa pelo rizoma, passando depois para os pseudobulbos e folhas com incrível rapidez. Transforma essas partes da planta numa massa pardacenta e de odor desagradável.

COMBATE: Isolar a planta totalmente. Pulverizar o local onde se encontrava a planta e todo o recinto. Cortar com uma tesoura flambada a parte atacada. Queimar a parte atacada, bem como todo o substrato e o vaso onde estava a planta. Parar totalmente as regas. Fazer a imersão da planta numa solução de hipoclorito de cálcio e um fungicida sistêmico por uma hora. Pendurar a planta num varal, à sombra, para que seque totalmente. Observe se o mal foi totalmente debelado.
Podemos usar também, sobre a planta já limpa, uma camada de canela em pó, repetindo a dose alguns dias após o seu replante.